Tramitam na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) três
projetos de lei que criam 2.847 vagas de níveis médio e superior
para o Tribunal de Justiça do Estado (TJ/SP). Se os documentos forem
aprovados, haverá ofertas para advogados, psicólogos, assistentes
sociais (nível superior) e assistentes (nível médio). De acordo com
a assessoria de imprensa do órgão, todos os cargos deverão ser
preenchidos por meio de concursos. Os vencimentos ainda não foram
divulgados. Confira!
Advogados –
O projeto de lei
nº 1.433/2009 dispõe sobre a criação de três cargos de advogado para
atuar no TJ/SP. Para concorrer, os candidatos precisarão ser
habilitados em ciências jurídicas e possuir inscrição na OAB há pelo
menos cinco anos. Os vencimentos não foram divulgados, entretanto,
além do salário fixo, os aprovados também deverão receber
gratificações fixas e extras.
De acordo com a
proposta, atualmente, o órgão não conta com cargos na categoria que
possam assessorar e acompanhar os processos.
Assistentes –
Deverão ser
criadas 2.199 vagas de assistente (nível médio) para o quadro do
TJ/SP, se o projeto de lei complementar nº 48/2009 for aprovado.
As funções atenderão os gabinetes dos juízes de direito de
entrância final e auxiliares fixos da capital e do interior. De
acordo com a justificativa do documento, os juízos de primeira
instância não contam com estrutura à altura de suas atribuições.
Sendo assim, há a necessidade de pelo menos um assistente em cada
comarca para auxiliar os processos à espera de julgamento.
Psicólogos e assistentes sociais –
O Tribunal de
Justiça poderá abrir oportunidades para os cargos de psicólogo
judiciário e assistente social judiciário. O projeto de lei nº
49/2009 deverá criar 225 funções de psicólogo e 420 de assistente
social destinados às comarcas do interior do Estado. Segundo o
documento, serão extintos 1.408 cargos vagos do interior e da
capital (servidores aposentados ou falecidos) de auxiliares
judiciário VI (nível médio).
A justificativa
do projeto destaca o significativo aumento na demanda pela atividade
jurisdicional e a necessidade do auxílio de profissionais
qualificados. Ainda relata que a criação dos cargos não acarretará
aumento nas despesas, uma vez que, haverá extinção de funções em
maior número e de menor remuneração daqueles cujo PL propõe.
Outras
oportunidades –
Em
2009, a Alesp aprovou a
lei complementar nº 1.001/2009 que cria 1.009 novos cargos de
escrevente técnico judiciário (nível médio). O documento cria 125
novos cargos e transforma 884 funções de oficial de justiça
em escrevente. O limite da criação e transformação
das funções será de 336 vagas nos anos de 2010 e 2011, e de até 337
em 2012.
De
acordo com a lei, a transformação desses cargos ocorreu devido à
aposentadoria, exoneração e a falecimento de servidores. O objetivo
dessa mudança deve-se à necessidade de atender o grande volume de
serviço e dar agilidade ao andamento dos processos.
Concursos anteriores –
As
últimas seleções do órgão ocorreram em 2009. Foram
ofertadas 500 vagas de oficial de justiça e 30 de
agente de
fiscalização judiciária (ambos de nível médio). Para oficial de
justiça, 100 vagas foram para a capital e o restante distribuído nas
56 circunscrições do interior e litoral do Estado e Grande São
Paulo. A Fundação Vunesp ficou responsável pela seleção e as
inscrições custaram R$ 39. Os salários oferecidos eram de R$
3.150,97, mais auxílios para alimentação, saúde e transporte. Os
candidatos passaram por provas objetivas de conhecimentos gerais, de
atualidades e direito. Já os candidatos que concorreram ao cargo de
agente contaram com remuneração inicial de R$ 2.127,38, além de
auxílios para alimentação, saúde e transporte.